ESCRITURA CIENTÍFICA EM TEMPOS DE PANDEMIA 2020/2

                               ECCO- ESTUDOS DE CULTURA CONTEMPORANEA

 ESCRITURA CIENTÍFICA EM TEMPOS DE PANDEMIA 2020/2

 

 

 

PROFA.        DRA. ANDRÉA FERRAZ FERNANDEZ

ALUNOS:   MANOEL ANTONIO DE OLIVEIRA ROSIN

MARIA TERESINHA DIAS

NAIARA CRISTINA GONÇALVES ROCHA PASSOS

SÍLVIA MARA DAVIES

 

 

Todo conhecimento produzido, em qualquer instância e organização da vida humana, tem sempre um caráter social e estamos a falar pontualmente da necessária difusão ou socialização do conhecimento, não somente como cumprimento legal, mas, sobretudo do ponto de vista de contribuição qualificada dos pesquisadores para com a sociedade e seu aprimoramento que deve ser tanto científico quanto cidadão. 

A publicação de um artigo científico ou técnico é uma forma de transmitir à comunidade técnico-científica o conhecimento de novas descobertas, e o desenvolvimento de novos materiais, técnicas e métodos de análise nas diversas áreas da ciência. Serve de meio de comunicação e de intercâmbio de ideias entre cientistas da sua área de atuação. 

 

A importância da pesquisa cientifica para a construção civil

A estruturação do espaço urbano para o uso da construção civil é fator que necessita de um planejamento e da organização da regionalização com o intuito de favorecer uma ambiência de que o espaço urbano é parte da produção da terra para favorecer as mudanças em relação às estruturas da terra.

A pesquisa pode ser bem distinta dependendo do ambiente e finalidade em que se desenvolve. Ao contrário dos países desenvolvidos, a maioria dos pesquisadores com formação acadêmica formal (mestrado e doutorado) no Brasil está nas universidades e institutos de pesquisas e muito pouco nas empresas. Se tivéssemos mais capacidade interna de desenvolvimento e integração de pesquisa ao mercado poderíamos gerar mais inovações. A pesquisa é fundamental no campo dos materiais, dos processos construtivos, da gestão, mas o que fazemos hoje como pesquisa está ainda muito dissociado do mercado e por isso nosso avanço em direção às melhores práticas mundiais é muito lento para o atual estágio de desenvolvimento do País.

A atividade de consultoria e de pesquisa na área de construção civil ainda é elitizada. É um conjunto muito pequeno de empresas que verdadeiramente compra conhecimento tecnológico. Não havendo escala para estes serviços, o investimento necessário para se trazer o conhecimento mais atualizado se inviabiliza. Por outro lado, um grande desafio é gerar conhecimento adequado para cada elo da cadeia produtiva da construção civil que têm realidades absolutamente distintas – fabricantes de materiais e sistemas construtivos, empresas construtoras, empresas de projeto etc. Temos empresas em todos os pontos da cadeia produtiva que se destacam por tecnologia, gestão etc e, ao mesmo tempo, uma enorme informalidade técnica, fiscal, trabalhista e ambiental. Não há como ter um setor saudável se suas empresas não são saudáveis e esta imensa informalidade torna a competição no setor absolutamente desigual em vários segmentos. Isso começa a mudar com o processo de desenvolvimento do País em que estas situações aparecem e são condenadas pelos consumidores de bens do setor, que se tornam mais exigentes como parte natural do processo de desenvolvimento.

Estamos num ponto de virada neste sentido: trabalhamos na área de construção civil a vida toda com uma realidade de mão de obra farta e barata e isto manteve o setor sempre com processos informais e artesanais. A mudança para um cenário de escassez de mão de obra, de uma mão de obra que não quer trabalhar mais em processos artesanais com excessivo esforço físico e riscos, de uma mão de obra que era barata só na aparência porque tinha baixa produtividade e esta é uma questão chave atualmente. Tudo isso leva a um cenário de transição para uma construção civil que precisa forçosamente se industrializar e sair do artesanato.

 

Registro audiovisual e o impacto das políticas públicas na cultura do cinema em Cuiabá

A região centro oeste do Brasil, assim como a grande maioria sofreu e sofre com a porcentagem de incentivo financeiro sobre a área de audiovisual no país, o eixo Rio de Janeiro e São Paulo ainda tem uma expressividade significativa quando falamos de políticas públicas na área da cultura.

É apenas na passagem do século XX para o XXI, mais especificamente a partir de 1996, que a cinematografia mato-grossense inaugura um novo ciclo de produções, desta vez desvencilhado do caráter de propaganda institucional, através de benefícios da Lei Estadual nº 5.893–A, de 12 de dezembro de 1991. Já entre as décadas de 2010 e 2020 o estado e especialmente a cidade de Cuiabá testemunham grande efervescência no campo da produção audiovisual. Mais de 40 filmes foram realizados no Estado neste período, via arranjos com parte de recursos das gestões municipais e/ou estaduais e parte, de investimento federal, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA, da Ancine), conforme dados divulgados pela Associação Mato-grossense de Cinema e Audiovisual, a MT Cine. Dados extremamente positivos, porém, ainda muito pouco expressivo quando são comparados com outros estados.

 Quando colocamos esses dados locais em confronto com as tomadas de decisões políticas sofridas nas últimas duas décadas, vemos que existe um campo de pesquisa extremamente complexo sobre o cenário audiovisual regional e nacional que precisa ser explorado cientificamente.

 Durante os governos que se sucederam dentro do recorte histórico temporal aqui proposto - de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), Dilma Rousseff (2011-2016), Michel Temer (2016-2019) e Jair Messias Bolsonaro (2019–presente) - as diretrizes implementadas na esfera da cultura e especificamente o setor de audiovisual nacional irão sofrer mudanças profundas, em parte como produto de um processo maior de polarização política e convulsão social que se aprofunda no país no decorrer das duas primeiras décadas do século. O efeito da variação de diretrizes políticas para a cultura e especificamente para o setor de produção audiovisual no Brasil e em Mato Grosso neste período pode ser evidenciado observando o encadeamento histórico de determinados eventos: primeiro a aprovação da Lei Estadual Hermes de Abreu em 1991, a extinção da Embrafilme em 1992, a aprovação da Lei do Audiovisual em 1993, a criação da Ancine em 2001, a realização da primeira Mostra Nacional de Vídeos Universitários pelo Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 2002, reabertura do Cine Teatro Cuiabá em 2009 (após 13 anos de reformas), implantação de uma Film Comission estadual e realização do projeto Box de Curtas em 2017, criação do curso de cinema na UFMT em 2018 e o rebaixamento do Ministério da Cultura à Secretaria Especial de Cultura em 2019.

Todos esses eventos iram refletir e criar uma nova sistemática sobre a produção local de filmes para as próximas décadas, diante desse cenário realizar uma pesquisa sobre essas necessidades visto que são latentes para quem participa dessas produções, é de suma importância na medida que a pesquisa se propõem a contribuir com a sociedade apresentando um catálogo com o registro histórico de todas as obras realizadas com fomento público na cidade de Cuiabá e discutir sobre as políticas públicas aplicadas e seus impactos devido as gestões governamentais.

 

O jovem e sua perspectiva de vida  após a pandemia da Covid-19

 

O jovem do século XXI e as suas relações com a educação e o trabalho, tornou-se tema de estudos entre os pesquisadores, que visam compreender essa sua relação com o trabalho e com a educação, bem como propor alternativas que ofereçam a esses jovens caminhos para enfrentar e diminuir os graves problemas que enfrentam para se inserir e ser valorizado no mundo do trabalho.

Nesse sentido, a pesquisa científica é de suma importância para que possamos entender os processos de transformação pelos quais a sociedade passa, sejam eles sociais, econômicos ou humanos. Partindo dos dados pesquisados, se constrói conhecimentos que são primordiais para o desenvolvimento de uma nação.

A pesquisa que me proponho a fazer é importante na medida em que busca compreender como o jovem atual, que frequenta o ensino médio, encara essa nova ordem mundial, imposta pela pandemia da COVID-19. Eles estão prestes a encerrar um ciclo em sua vida educacional e iniciar outro, voltado para seus anseios profissionais e seus desejos de sucesso.

Somente com a realização de uma pesquisa, poderemos entender o que pensam para o futuro, pois são jovens, em sua grande maioria que já vem de famílias carentes e por vezes, desestruturada e sem muitas perspectivas de futuro. Muitos desses jovens, mesmo antes da pandemia não tinham muito interesse em estudar. Agora, com o estudo remoto, a situação ficou muito mais complicada e a maioria não está participando das aulas, pelos mais variados motivos. Isso nos leva a questionar qual será o futuro dessa nova geração. Daí a necessidade de realizar uma pesquisa cientifica, abordando esse 

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