MÉTODOS NA PESQUISA CIENTÍFICA
ECCO- ESTUDOS DE CULTURA CONTEMPORANEA
ESCRITURA CIENTÍFICA EM TEMPOS DE PANDEMIA 2020/2
PROFA. DRA. ANDRÉA FERRAZ FERNANDEZ
ALUNOS: MARIA TERESINHA DIAS
NAIARA CRISTINA GONÇALVES ROCHA PASSOS
SÍLVIA MARA DAVIES
MANOEL ANTONIO DE OLIVEIRA ROSIN
MÉTODOS NA PESQUISA CIENTÍFICA
Toda pesquisa científica precisa de métodos para ser realizada, pois ele auxilia a sistematizar e planejar a pesquisa e os trabalhos acadêmicos, os quais não podem ser realizados de qualquer forma.
O método científico é composto por regras básicas, que o pesquisador usa para realizar uma pesquisa, visando produzir um novo conhecimento, ou integrar novos dados e fatos a conhecimentos pré-existentes. É de suma importância para a realização de todo tipo de pesquisa.
As perspectivas dos Jovens do Ensino Médio após a pandemia da Covid-19
Maria Teresinha Dias
A pandemia da COVID-19 trouxe efeitos em toda sociedade brasileira. No que respeita à Educação, a crise causada pela Covid-19 resultou no encerramento das aulas em escolas e em universidades, as quais optaram pelo ensino remoto como forma de diminuir os impactos da crise sobre os estudantes, em realção ao ensino aprendizagem.
Dessa maneira, a conexão com a escola foi prejudica, a interação humana desse espaço teve de ser redirecionada para as plataformas digitais, por isso nos colocamos a pensar toda a dinamica de trabalho e de formação desses sujeitos..
Diante desse quadro, os profissionais da educação se vêem diante do desafio de levar educação de para os diversos personagens que estão inseridos na escola. Quando se trata de escola pública, o quadro é ainda mais preocupante pois os estudantes enfrentam inúmeros problemas de conectividade e acesso a equipamentos tecnológicos de qualidade, acentuando as desigualdades sociais existentes, ou seja, os alunos que estão em vulnerabilidade social são os mais afetados pelo sistema de educação remota, pois não possuem as mesmas condições econômicas quando comparados aos discentes de unidades privadas.
Com a minha pespuisa pretendo investigar como esses jovens, que estão prestes a terminar o Ensino Médio, estão planejando seu futuro. Como eles estão se vendo neste novo mundo, onde as pessoas estão tentando encontrar novas formas para sobreviver, tentando entender todas essas mudanças. Até que ponto essa pandemia os abalou em sua relação com o mundo, com as pessoas, com o trabalho. Para a realização dessa pesquisa utilizarei como instrumentos de coleta de dados (ICD): a observação do participante, questionários adaptados e entrevistas estruturadas. Considera-se que para este tipo de pesquisa, a abordagem mais adequada seja a quali- quantitativa, uma vez que se busca interpretar realidades sociais (FLICK, 2004; BAUER et al., 2008).
Já existem trabalhos realizados com temas que se aproximam do meu, como por exemplo o artigo “Percepções de estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada sobre atividades remotas ofertadas em tempos de pandemia do coronavírus”. Essa pesquisa foi realizada no município de Querência/MT e se caracteriza como descritiva e exploratória. Para a obtenção dos dados, foram entrevistados 118 estudantes de escolas públicas e privadas da cidade, utilizando como instrumento de coleta de dados um formulário eletrônico, com oito questões fechadas.
Ainda nessa linha, podemos citar a pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”, onde é realizado um mapeamento das “consequências dessa crise sanitária para diversos aspectos da vida dos jovens, como ensino, aprendizado, saúde mental e renda”. A pesquisa foi realizada pelo Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE), em parceria com Fundação Roberto Marinho, Rede Conhecimento Social, organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Em Movimento, Visão Mundial, Mapa, Educação e Porvir. Utilizou da metodologia PerguntAção, desenvolvida pela Rede Conhecimento Social. Esse método envolve o público pesquisado em todas as etapas do processo. Eles participam da reflexão sobre o tema, elaboração do questionário, coleta e análise dos resultados. Essas oficinas foram realizadas com o grupo de jovens por meio de vídeoconferência. CAA
- Caminhos percorridos pelo audiovisual em Mato grosso
Naiara Cristina Gonçalves Rocha Passos
O trabalho proposto a ser realizado objetiva mapear e discutir as condições de produção e distribuição de cinema no estado de Mato Grosso - com enfoque na cidade de Cuiabá – durante as décadas de 1990, 2000 e 2010, buscando evidenciar os efeitos do atravessamento da realidade local por processos de escala nacional e global, em especial o impacto das diferentes diretrizes nacionais para a cultura e para o setor de audiovisual adotadas neste período
A presente investigação toma o fazer cinematográfico realizado na capital mato-grossense entre 1990 e 2020 como objeto e como ferramenta para observar de que modo esta realidade local dialoga, acomoda, atualiza e negocia com os processos e fenômenos políticos, econômicos e tecnológicos de alcance nacional e global que a atravessam. Construindo-se em um diálogo necessariamente interdisciplinar, trata-se de uma pesquisa exploratória cujo horizonte teórico se delimita a partir de um alinhamento preliminar entre os conceitos de políticas culturais, de Néstor García Canclini (1987), trabalho imaterial na perspectiva de Hardt e Negri (2002), e globalização e mundialização da cultura, de Renato Ortiz (1994). Incorpora-se centralmente as técnicas de levantamento bibliográfico, documental, e, em um segundo momento, a aplicação de questionários semiestruturados com os produtores locais para posterior análise, sistematização e cruzamento de dados.
-Para alcançar este objetivo maior, nos propomos a produzir, primeiramente, um catálogo descritivo referenciado das produções audiovisuais realizadas em Cuiabá e proximidades entre os anos de 1990 e 2020. Através do contato com produtores de cinema da região - alguns são colegas de graduação, outros são conhecidos dos bastidores de produções locais nas quais já trabalhei, e os demais tentaremos acionar através dessa cadeia de contatos – coletaremos documentos e informações que nos permitirão realizar este registro, importante para a memória do cinema local.
Uma segunda etapa envolve a elaboração e apresentação de um panorama relacionante entre as políticas públicas de fomento à produção cinematográfica e as obras produzidas, explicitando a experiência de produtores locais e esclarecendo como e em que medida se dá essa vinculação, de que maneira as distintas políticas públicas para a cultura e o audiovisual empregadas ao longo destas três décadas ampliaram (se ampliaram) ou minaram (se minaram) as condições de realização fílmica na região, ou seja, qual o real impacto das políticas públicas para a produção de cinema. Será pesquisado quais as estratégias adotadas por produtores e realizadores locais para materializar e fazer circular suas produções conforme as condições encontradas.
Através desse trabalho, esperamos que, para
além dos materiais de registro e memória produzidos, possamos colaborar para a
orientação e discussões de caminhos que permitam dinamizar a produção
audiovisual em Cuiabá e Mato Grosso.
Através do diagnóstico sobre a efetividade de medidas e estratégias já
implementadas, abre-se um campo para a elaboração de novas estratégias e
políticas públicas para o desenvolvimento cinematográfico local.
O acesso estético às imagens visuais
por meio de técnicas de transposição voltados às pessoas com deficiência
visual.
Silvia Mara Davies
silvia.davies@srs.ifmt.edu.br
Os espaços culturais possuem acervos predominantemente constituídos por obras de arte visuais, ou seja, cuja apreciação, necessita-se da percepção visual para que possa ocorrer a apreensão e a fruição. Considerando que o tato é o sentido perceptivo que pode ser explorado tanto por pessoas com deficiência visual quanto por pessoas com acuidade visual eficiente, é comum se encontrarem esculturas e objetos liberados ao toque em galerias, museus, entre outros. Assim, os outros sentidos perceptivos como o olfato, audição e paladar não são explorados, dificultando a acessibilidade estética de conteúdos culturais pelas pessoas com deficiência visual.
Na busca de tornar as artes plásticas acessíveis ao público com deficiência visual em espaços culturais (museus, galerias, exposições de arte, entre outros) e escolares, pesquisadores realizam diferentes ações: formação dos profissionais mediadores; adaptações arquitetônicas e físicas; disponibilização de obras originais ao toque; transposição de obras em recursos táteis; recursos comunicacionais (Letras ampliadas e Braille); recursos sonoros (audiodescrição), adequação dos mobiliários, piso com sinalização tátil, entre outros mais.
Dentro desta perspectiva, muitos autores abordam em seus estudos questões envolvendo métodos e técnicas de transposição de imagens por meio de recursos táteis. Assim, especialistas reformularam o conceito que diagnosticava um sujeito como cego, baseando-se na eficiência visual de cada um e não mais na acuidade. Para tanto, passaram a centrar-se na forma como o sujeito aprende, interage e percebe o seu entorno. A partir desses estudos, foram considerados cegos os sujeitos cuja percepção ocorre fundamentalmente através dos sentidos tato, olfato, audição, paladar e cinestesia.
Com base nos referenciais apresentados anteriormente, nota-se que as técnicas de transposição de imagens ilustrativas preocupam-se exclusivamente com a representação dos aspectos envolvendo a forma, lisibilidade, relevos e texturas. Não consideram os aspectos perceptivos que envolvem a estrutura tridimensional das imagens. Cabe destacar que pessoas com cegueira congênita não possuem memórias visuais, conhecem e reconhecem o mundo à volta por meio dos sentidos perceptivos, ou seja, por meio das experiências vivenciadas. Embora as adaptações de imagens por meio de técnicas de transposição, sejam representadas, na maioria das vezes por relevos, acabam perdendo características estéticas da obra. Valente (2010, p.65) defende que,
Primeiramente, buscam-se apresentar no desenho somente os elementos supostamente pertinentes para a identificação dos objetos. Apresenta-se somente o contorno simplificado e esquemático da forma. A necessidade em simplificar os desenhos, desprezar detalhes inúteis e ressaltar os elementos pertinentes são conselhos frequentemente difundidos entre conceitualizadores de imagens para cegos e sobretudo para crianças cegas.
Ao nos depararmos com estas questões envolvendo acessibilidade estética, pesquisadores buscam estudar autores que apresentem em suas pesquisas práticas que possam nos orientar como proceder adequadamente, ou seja quais os caminhos a seguir para que ocorra a inclusão.
Neste percurso de pesquisa, chamou-me a atenção o artigo “Artes visuais para deficientes visuais: o papel do professor no ensino de desenho para cegos” um referencial teórico prático da pesquisa desenvolvida na Escola de Educação Especial Professor Osny Macedo Saldanha. A autora Diele Fernanda Pedroso de Moraes, apresenta no título do artigo uma proposta de um relato de pesquisa acerca do ensino do desenho como experiência prática realizada no espaço escolar. Ao fazer o aprofundamento no texto, notou-se uma riqueza bibliográfica, mas ao procurar o relato da prática realizada pela autora, não foi encontrado um detalhamento do ensino do desenho adaptado. Informações como: público alvo (idade, caraterísticas sobre a deficiência visual dos alunos), tempo de desenvolvimento, objetivos, materiais, métodos e resultados não foram satisfatórios. Estas informações são importantíssimas para os profissionais saberem lidar com o ensino do desenho na prática, proporcionando o acesso estético aos alunos com deficiência visual. Em outras palavras, ocorreu a falta do detalhamento da experiência da aplicação do ensino do desenho como método de pesquisa realizada.
A CIDADE INSCRITA NO CORPO E O CORPO INSCRITO NA CIDADE
MANOEL A O ROSIN
Corpografia urbana de Paola Berensteins Jacques, fala
de uma forma de representação da cidade no corpo e como o corpo responde aos
estímulos da cidade ela diz assim, corpografia é uma cartografia
corporal (ou corpo-cartografia, daí corpografia), ou seja, parte da
hipótese de que a experiência urbana fica inscrita, em diversas escalas de
temporalidade, no próprio corpo daquele que a experimenta, e dessa forma também
o define, mesmo que involuntariamente; considera a cidade como um corpo e todas
as pessoas que nelam vivem como inscritas em seu corpo, como parte de seu
corpo; como poderíamos ver de forma holística e como um todo a cidade se fica
claro que é totalmente fragmentada, distinta, distinguida entre suas partes,
abandonado ou cuidada demais em alguns lugares, além dessa inscrição na cidade
ela fala sobre como a cidade se inscreve naqueles que nela vivem, as marcas que
a cidade deixa nas pessoas, imagino que inscrita pela memória, atravessando o
tempo e o espaço trazendo significados para grupos, conjuntos de pessoas, ou
apenas um ou outro caminhante, produto de sua arquitetura e infraestrutura ou
de seus compostos sociais? Se trata de como as pessoas transitam, se locomovem
ou de que forma as fazem isso? O texto deixa claro que a cidade corrobora para
significados no corpo humano, como corpos que sofrem debaixo da ponte, mais por
causa da ponte, ou por conta da economia falida e um sistema que não agrega a
toda população, o que importa é que estar em lugares pela cidade sob tais
circunstancias trazem no corpo da pessoa que passa ou da que esta nessa
situação um dinamismo que mesmo não falado ou escrito é entendível, signos
sociais visuais; produtos dessa corpografia urbana.
REFERÊNCIAS:
Médici, M. S., Tatto, E. R., & Leão, M. F. (2020). Percepções de estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada sobre atividades remotas ofertadas em tempos de pandemia do coronavírus. Revista Thema, 18(ESPECIAL), 136-155. https://doi.org/10.15536/thema.V18.Especial.2020.136-155.1837ICANw.futura.org.br/juventudes-e-a-pandemia-do-coronavirus-BAUER, M. (Orgs.) Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2008.
FLICK, U. Uma introdução à pesquisa qualitativa. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. https://www.futura.org.br/juventudes-e-a-pandemia-do-coronavirus/
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